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Fisioterapia Pélvica

Fisioterapia Pélvica: É melhor fazer antes ou depois da gravidez?

Descubra quando iniciar a fisioterapia pélvica na gravidez. Saiba como o tratamento previne perdas de urina, prepara para o parto e acelera a recuperação pós-parto em Moema.

10 de junho de 2026 3 min de leitura
Fisioterapeuta realizando atendimento de Pilates clínico em paciente com dor lombar na clínica Fefisio em Moema.

A gravidez é um dos períodos de maior transformação no corpo de uma mulher. Entre tantas preparações para a chegada do bebê (enxoval, quartinho, exames), o assoalho pélvico — a "rede" de músculos que sustenta o útero, a bexiga e o intestino — costuma ser esquecido. Muitas pacientes chegam à clínica perguntando se devem procurar ajuda apenas quando sentem os primeiros incômodos no pós-parto ou se o ideal é começar antes. A resposta vai te surpreender: o cuidado ideal começa muito antes do nascimento.

1. Fazer antes de engravidar: Preparação e fortalecimento

Investir na fisioterapia pélvica antes da gravidez (ou no planejamento familiar) ajuda a:

Conhecer e mapear a força e a flexibilidade dos músculos pélvicos.

Corrigir disfunções pré-existentes (como pequenas perdas de urina ou dores nas relações) que podem piorar com o peso da gestação.

Garantir que a musculatura tenha um tônus equilibrado para receber o aumento de pressão que virá nos próximos meses.

2. Fazer durante a gravidez: Conforto e preparação para o parto

Durante os nove meses, o peso do bebê e os hormônios (como a relaxina) afetam diretamente a pelve. A fisioterapia pélvica gestacional atua em duas frentes fundamentais:

Alívio de dores: Prevenção e tratamento de dores lombares, no púbis e no ciático.

Preparação para o parto: Ensina a gestante a relaxar a musculatura no momento expulsivo (seja para um parto vaginal mais consciente e com menor risco de lacerações, seja para preparar o corpo para uma cesárea sem sobrecargas).

3. Fazer depois da gravidez: O pós-parto e a reabilitação

Mesmo com uma gravidez tranquila, o pós-parto exige reabilitação. O assoalho pélvico sofreu estiramento e precisa de atenção para evitar sequelas a médio e longo prazo, como:

Incontinência urinária pós-parto.

Sensação de peso na vagina (prolapsos leves).

Diástase abdominal e recuperação da função muscular profunda.

Conclusão: O ciclo completo é o segredo

Afinal, é melhor antes ou depois? O ideal é em todas as fases. Mas se você já está gestante ou já passou pelo parto e não fez o acompanhamento prévio, nunca é tarde para começar. Cada fase traz benefícios únicos que evitam que pequenos incômodos de hoje virem problemas crônicos amanhã.

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